Informação e acolhimento: é possível preservar vidas

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – em sua última pesquisa, em 2016 –, mortes por suicídio chegam a quase um milhão de pessoas. No Brasil, o problema é a quarta causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos. O Sigma, preocupado com o bem-estar mental e emocional dos alunos, promoveu o Sigma+Diálogos, por meio da palestra Importância da empatia e prevenção ao suicídio, conduzida pela mestre em Ciências Sociais e porta-voz do Centro de Valorização da Vida (CVV), Leila Herédia.

Alunos, colaboradores, pais e responsáveis se reuniram na unidade 912 Sul para assistirem à palestra sobre a importância da escuta empática, prevenção ao suicídio e abordagem com os jovens sobre o tema. Além disso, Herédia deu um panorama de como funciona o trabalho do Centro de Valorização da Vida (CVV), que realiza um serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e de prevenção ao suicídio para quem quer e precisa conversar.

Segundo a porta-voz do CVV, diversos fatores podem estar relacionados ao suicídio, como: questões socioculturais, genéticas, ambientais ou transtornos mentais. A porta-voz também apontou que não é possível traçar um perfil e que tratar o assunto com os jovens pode ser um pouco mais difícil, pois eles têm mais dificuldade de falar e de se abrir com pessoas próximas. Porém, a profissional destacou alguns sinais que podem indicar que a pessoa está precisando de algum tipo de ajuda. “Agressividade, mudanças bruscas de comportamento, isolamento, entre outros, são alguns dos detalhes que nós precisamos ficar atentos, pois eles não são fáceis de notar e não aparecem do dia para a noite; são gradativos”, afirma.

Para a Organização Mundial da Saúde, a maioria dos casos poderia ser evitada. A palestrante concorda e defende que a melhor forma de prevenir é pelo diálogo. É importante não menosprezar a dor do outro, não mostrar-se chocado, não ser invasivo nem julgar. “Ao saber que será ouvida sem julgamentos, a pessoa se sente mais acolhida e mais à vontade para expressar seus sentimentos”, afirma. Essa ajuda pode vir de um profissional, de grupos de apoio ou de pessoas próximas.

Leila destacou, também, a importância de conversar sobre o tema, esclarecer dúvidas, conscientizar a população e quebrar certos paradigmas sobre o suicídio e a saúde mental. “Não dá para fingir que não está acontecendo. Se nós falarmos cada vez mais sobre o assunto, mais pessoas vão saber sobre as formas de prevenção, que há apoio para os momentos de dor.”, finaliza.