Mão na massa: alunos participam da Semana Maker e têm a oportunidade de conhecer mais sobre o projeto SigMAKER

Tendência crescente em todo o mundo da educação, o movimento maker chegou ao Sigma para trazer uma nova experiência pedagógica para os alunos. O projeto SigMAKER, que vem do inglês “fazer”, relacionando-se diretamente com o termo “faça você mesmo”, desenvolveu, com eficiência, um trabalho baseado em cinco pilares: autonomia, criatividade, comprometimento, sociabilidade e solidariedade. Durante o ano de 2018, o projeto forneceu para os jovens um espaço aberto para a construção do conhecimento e não apenas para a reprodução tradicional de métodos pré-moldados. “Este ano foi possível aliar os conteúdos conceituais e as habilidades curriculares, de modo a desenvolver ainda mais as competências esperadas para o cidadão do século XXI”, comenta o professor de Física Daniel Peters.

Para explorar ainda mais a intencionalidade do SigMAKER, em novembro, aconteceu a Semana Maker. Alunos do 5º ano do Ensino Fundamental até a 1ª série do Ensino Médio, da unidade Águas Claras, que ainda não tinham familiaridade com o projeto, tiveram a oportunidade de conhecer o laboratório onde as aulas acontecem, saber como as impressoras de corte e de 3D funcionam e ver de perto alguns dos trabalhos realizados durante o ano. “Foi uma semana com muitas trocas de conhecimento e experiências. Muitos dos jovens entraram no espaço e deram sugestões de projetos para serem realizados no próximo ano”, conta Juliana Duarte, professora do SigMAKER em Águas Claras.

Em uma das atividades, os alunos tiveram contato com um piano de cinco teclas, construído pelos professores com uma placa de automação pré-programada e conectada a um programa no computador; eles tinham de tocar o instrumento com os pés.

Para encerrar as atividades, no sábado, aconteceu a Manhã Mão na Massa, com as famílias dos alunos do 6º ano. Um material foi entregue e, a partir daqueles objetos, elas tinham de criar novas coisas. “A princípio, os pais ficaram surpresos, mas, quando os filhos começaram a trabalhar, eles se soltaram”. Juliana conta que um dos pais fez sucesso durante a atividade. “Ele observou todo o material e ferramentas disponíveis e construiu um pequeno avião movido a elástico”.

Segundo Juliana, o SigMAKER vai muito além da aplicação de ferramentas tecnológicas avançadas. O projeto também está focado no desenvolvimento socioemocional dos alunos. Ela observa que muitos dos adolescentes estão mais autocríticos, criativos e com mais autonomia. “É possível notar que a percepção de si mesmo está muito mais ampla. Eles estão mais conscientes do que são realmente capazes de realizar”.

O sucesso da Semana Maker foi tão grande que a professora conta que eles já pensam como farão para atender todos os alunos que mostraram interesse em participar no próximo ano. Mas uma coisa é certa: “em 2019, o projeto tende a crescer e inovar cada vez mais. Será um momento muito valoroso para os jovens que integrarem as aulas”, finaliza.