Mão na massa: conheça o SigMAKER, projeto pedagógico multidisciplinar

A escola do século XXI tem passado por mudanças, tanto em relação à organização do espaço quanto às propostas pedagógicas cada vez mais inclusivas, que valorizam o trabalho coletivo e o crescimento pessoal do aluno. A tendência é transformar o jovem em sujeito protagonista das próprias ações e incentivá-lo a lidar com as situações de uma forma multidisciplinar.

Em 2018, o Centro Educacional Sigma implementará o projeto-piloto SigMAKER, uma proposta inovadora de interconexão, experimentação e complementação curricular. A principal meta é desenvolver nos estudantes competências, tais como autonomia, criatividade, comprometimento, sociabilidade e solidariedade. Por meio da proposição de situações-problema, os jovens serão estimulados a desenvolverem resoluções práticas e a construírem protótipos das próprias invenções.

 

 

Com aulas semanais de duas horas de duração, sempre no contraturno, a proposta é trabalhar um tema macro por bimestre. “Vamos supor que o assunto da vez seja água. Os alunos contarão com a tecnologia e o suporte necessários para desenvolverem protótipos que envolvam reaproveitamento da água, drenagem e irrigação de jardins verticais, tratamento de esgoto e por aí vai. Eles são livres para criarem o que quiserem”, exemplifica o professor de Física e um dos coordenadores do SigMAKER, Paulo Ferrari.

A partir da apresentação de situações-problema, os alunos passarão por orientação para formularem juntos um planejamento de execução de tarefas, prototipagem, discussão de resultados e reflexão crítica sobre o protótipo desenvolvido. Para tanto, serão construídas salas especiais, que contarão com equipamentos tecnológicos: impressora 3D, máquina de corte automatizado em vinil, automação Arduino, LittleBits, entre outros.

Para participar, os alunos precisam se inscrever durante o primeiro mês de aula de 2018. Uma banca formada por professores de disciplinas variadas escolherá 20 alunos que se destacam por aptidões diferentes, como oratória, escrita, conhecimentos gerais, cálculos numéricos, trabalhos manuais. Dessa forma, diversos perfis serão contemplados para participar do programa interdisciplinar.

 

 

“Acho que mais do que estimular a colocar conhecimentos teóricos em prática, o SigMAKER é muito interessante porque instiga em nós a vontade de fazer ciência e de pesquisar sobre vários assuntos”, comenta o aluno Sérgio Freitas, aluno da 2ª série do Ensino Médio da unidade da Asa Norte. Sérgio está à frente de um workshop de Robótica dentro da escola para alunos que tenham interesse no assunto.

Inicialmente, serão formadas duas turmas com cerca de 20 alunos em cada na unidade de Águas Claras (uma para alunos do 6º ao 8º ano do Ensino Fundamental – Séries Finais e outra para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, 1ª e 2ª séries do Ensino Médio) e uma turma, também com 20 alunos, na unidade da Asa Norte (para estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental, 1ª e 2ª séries do Ensino Médio).

“É uma oportunidade fascinante da escola se aproximar do seu aluno e criar um pacto mais do que acadêmico. É um pacto de inteligência emocional, de saber trabalhar em grupo, de lidar com a frustração de um projeto não funcionar e ter que adaptá-lo, de saber lidar com a vida real”, justifica Paulo Ferrari.