Sigma participa da quarta edição dos Jogos SOMOS Educação em Goiânia

Suor, garra e muito fair play. Essas foram as habilidades mais marcantes nos Jogos SOMOS EducaçãoDurante quatro dias, mais de 400 estudantes do Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste se reuniram, em Goiânia, para participar da quarta edição da competição. Alunos do Sigma (Brasília/DF) e dos colégios Motivo (Recife/PE), pH (Rio de Janeiro/RJ), Anglo (São Paulo/SP) e Maxi (Cuiabá/MT) foram recebidos pelos anfitriões do Colégio Integrado entre os dias 29 de maio (abertura) e 2 de junho.

Para o coordenador de Educação Física, Carlos Roberto Teles, o intercâmbio entre os alunos e as experiências vividas durante os Jogos valem mais do que as vitórias. “Eles tiveram um excelente resultado durante essa edição, mas as novas amizades e o impacto positivo que cada um pode causar é o que importa. A convivência entre os alunos e disciplina dos treinos também mostra como a prática esportiva está inserida no processo de ensino e aprendizagem na escola”.

Foram várias medalhas distribuídas para os times femininos e masculinos nas nove modalidades disputadas: handebol, vôlei, basquete, futsal, tênis de mesa, natação, xadrez, tênis de quadra e FIFA – Playstation. Os atletas do Sigma conquistaram 27 medalhas, sendo 18 de ouro e 9 de prata.

Além das vitórias em quadra, os estudantes também se esforçaram para ganhar o prêmio mais disputado durante os Jogos SOMOS: a bandeira do Fair Play. Adotado em 1896, durante as primeiras Olimpíadas da Era Moderna, o fair play visa o jogo limpo durante competições esportivas. Pensando nisso, em 2017, durante a terceira edição dos Jogos, foi criado o Comitê de Convivência Ética, para que os jovens pudessem refletir criticamente sobre as relações entre os participantes da competição.

Em 2018, o Comitê foi reativado e, durante os Jogos, os alunos organizaram assembleias e promoveram rodas de diálogos entre os jovens para discutirem a importância do respeito, da justiça, da honestidade, da integridade, da inclusão e da colaboração no esporte. O grupo também analisou relações conflituosas ocorridas durante a competição e buscou a solução dos problemas. Ao final do torneio, a delegação do Colégio pH, do Rio de Janeiro, conquistou a bandeira do Fair Play como a equipe que mais inspirou os valores éticos nas partidas.

No torneio, também foi criado o “Guia do Torcedor: a torcida que queremos”. Durante os quatro dias de competições, os participantes foram convidados a escrever sobre o tipo de torcida da qual gostariam de fazer parte. Ao final da competição, o Comitê elaborou um documento com dicas de conduta ética da torcida com base nas sugestões dos alunos.

Segundo a professora Paula Cavalcante, que acompanhou as reuniões do Comitê, a cartilha não é apenas um guia para os jogos escolares, mas para uma convivência harmônica no dia a dia dos jovens. “São propostas que ajudam a evitar conflitos, não apenas durante as competições, mas também na escola, em casa, na vida”.

A professora Fabiane Moreira, que também acompanhou o grupo, acrescenta que é importante as escolas serem mediadoras do aprendizado da convivência harmônica, compartilhando iniciativas e promovendo um diálogo entre os jovens. “O relacionamento respeitoso e democrático  é um meio de desenvolver valores éticos e promover o convívio harmonioso e livre de preconceitos”, finaliza.