Ex-alunos do Sigma recebem reconhecimento internacional por trabalho com Inteligência Artificial

Você sabe o que é Inteligência Artificial? É um ramo de pesquisa da ciência da computação que busca criar métodos ou dispositivos que simulem a capacidade do ser humano de pensar e resolver problemas, ou seja, de forma ampla, ter inteligência. E, recentemente, dois ex-alunos do Colégio Sigma foram considerados os melhores do mundo no que diz respeito à pesquisa e desenvolvimento de projetos relacionados ao tema. Thiago Dantas e Pedro Henrique Ferreira fazem parte do IEEE CIS UnB, um capítulo do IEEE CIS (Computational Intelligence Society), organização mundial de Inteligência Artificial. A equipe da Universidade de Brasília foi considerada a melhor do mundo ao longo de 2019.

 

Thiago e Pedro Henrique se formaram no Sigma em 2014. Na época em que eram alunos da escola participaram de projetos que foram fundamentais durante a graduação em Engenharia Elétrica na UnB e no trabalho realizado dentro do IEEE CIS UnB. “As aulas de aprofundamento em Matemática e de pré-Cálculo me ajudaram bastante, principalmente, do início do curso”, comenta Thiago, presidente organizacional do grupo.  “O After Class e a Olimpíada de Matemática também tiveram importância na minha formação. Por me apresentarem problemas mais complexos, me forçaram a aprimorar minha capacidade de encontrar soluções. E minha experiência no projeto de empreendedorismo Junior Achievement me ajudou no momento em que assumi um papel administrativo dentro do IEEE CIS”, completa Pedro, presidente institucional.

Os dois jovens são membros fundadores do IEEE CIS UnB, que foi criado em 2018. O grupo tem como objetivo trazer o interesse pela Inteligência Artificial para a Universidade de Brasília e para a cidade. “Sentimos que a IA vinha assumindo um papel preponderante no cenário mundial de tecnologia e que o Brasil estava ficando para trás ao não promover iniciativas fortes na área. Por isso, decidimos fundar o CIS na UnB, com o objetivo de ser um polo de promoção e prática de IA em Brasília”, afirma Pedro.

O prêmio, entregue pelo IEEE CIS, leva em consideração todas as atividades realizadas pelo grupo. Durante do ano de 2019, o CIS UnB realizou 10 eventos técnicos de promoção de Inteligência Artificial, como cursos, palestras e workshop, conectando líderes da indústria e do setor público com alunos interessados em Inteligência Artificial na UnB. O grupo também desenvolveu sete projetos, alguns em parceria com professores e autoridades governamentais, incluindo o desenvolvimento de um aplicativo para a detecção de câncer de pele por meio de imagens médicas, detecção de depressão em tweets no Twitter e a identificação de objetos geológicos em imagens de satélite.

Esta foi a primeira vez que um capítulo do Brasil recebeu o prêmio internacional e foi a primeira vitória de um capítulo estudantil. “Sabíamos que a concorrência era muito árdua, já que os capítulos dos Estados Unidos tem muito mais recurso do que os do Brasil, enquanto capítulos da China e da Índia, além de recursos, também tem uma grande quantidade de alunos e professores engajados, mas nosso objetivo era de fazer um trabalho de excelência, dentro das nossas capacidades. Pra nossa felicidade, nosso trabalho acabou reconhecido”, afirma Pedro.

Além do reconhecimento mundial, o grupo receberá uma premiação em dinheiro no valor de US$ 2 mil, que será investido em novos equipamentos. “O trabalho relacionado a Inteligência Artificial precisa de tipos específicos de hardwares, que geralmente são mais caros. Vai ser uma boa aquisição para o grupo”, explica Thiago.

 

Os ex-alunos do Sigma defendem o fomento a pesquisa e ao estudo da Inteligência Artificial. Um dos pesquisadores mais influentes da área de IA é o professor britânico da Universidade de Stanford, Andrew Ng, que diz que a IA é a nova eletricidade. Ou seja, não é possível mais enxergar o mundo sem ela. “A IA tem o mesmo poder de mudança na sociedade que a energia elétrica teve. Atualmente existe uma grande corrida de grandes empresas buscando por novas aplicações das técnicas e ferramentas em diferentes contextos e cenários e tendo ela como uma vantagem competitiva”, aponta Thiago.  “Dessa forma, ao não se furtar de promover a Inteligência Artificial em todas as suas esferas – ensino, pesquisa e desenvolvimento -, o Brasil corre o risco de ficar condenado à processos ineficientes, perdendo competitividade no cenário internacional”, finaliza Pedro.